Mentalidade de Crescimento – Para que te quero? – Parte 2

Diria que é consensual que nos queremos estabelecer por mais tempo na Mentalidade de Crescimento, e tal irá permitir-nos não só fazer parte da Mudança, mas inclusive SERMOS a própria Mudança.

A Carol Dweck, ilustre professora de Psicologia em Stanford, identificou nas suas investigações a Mentalidade de Crescimento como um elemento influenciador do êxito pessoal e profissional e que tal deve começar a ser trabalhado desde a infância.

Como? Ficam sugestões partilhadas por mim e pela Carol Dweck:

Os Pais devem encorajar a aprendizagem de novas competências ou conhecimentos que os filhos demonstrem interesse, pois tal irá permitir-lhes desenvolver a competência de aprendizagem e evoluir em campos diferentes. Novas oportunidades irão abrir-se e fica gravada a possibilidade de que podemos tentar garantir o desenvolvimento de qualquer capacidade, se tivermos motivação e vontade. A sorte pouca influência tem aqui.

Os Professores devem aplaudir a dedicação e a atitude dos alunos para melhorar e se desenvolverem, não olhando apenas para o resultado final de se ter as melhores notas. Neste caso, o Sistema de Ensino devia ser totalmente desconstruído (como já defendi noutro artigo) e estar mais focado em comportamentos e trabalhos práticos do que em notas e testes de avaliação. Não fazer distinções ou comparações entre alunos, mas sim adaptar o ensino às necessidades individuais.

Os Pais e Professores devem criar um espaço seguro para a partilha de diferentes opiniões ou perspectivas por parte dos seus filhos e alunos e ouvir o que realmente têm para dizer, pois as novas gerações trazem sempre coisas novas e positivas ao status quo existente. As pessoas mais velhas aceitarem que se pode fazer algo de forma diferente, tem o mesmo peso que os mais novos perceberem que a sabedoria e experiência dos mais velhos, ajuda na partilha dos Princípios e Atitudes que os farão amadurecer mais rápido e de forma mais sustentada.

Os Líderes, Professores e Pais devem permitir e celebrar a simples tentativa e experimentação de se fazer algo novo ou algo antigo de forma diferente. Nas organizações em particular, a possibilidade de errar, experimentar e partilhar as ideias de cada um, fará toda a diferença para impulsionar o crescimento individual e colectivo. O Líder têm a missão de criar as condições para que o local de trabalho seja um espaço de constante aprendizagem e focado no desenvolvimento das pessoas. Num espaço de partilha, experimentação, criação e inovação, a relação líder-liderado muda, ficando em patamares similares e o crescimento de todos torna-se uma constante – inclusive quando o “sucesso” foi garantido em algum momento, tal poderá ser o motivo do “insucesso” no futuro se esta cultura não existir (exemplos como a Kodak, Nokia etc.).

Devemos TODOS não julgar ou desenvolver um preconceito sobre alguém, que apesar da possível falta de “apetência” para ser líder, não o possa ser aos 5 anos de idade ou aos 60. Liderar é uma jornada desafiante e de constante Autoconhecimento e respectivo desenvolvimento, que pode ser acedida por TODOS os que quiserem fazê-lo.

A Mentalidade de Crescimento dá a sensação de não limitar nunca a nossa existência e estar apto para os tremendos desafios no Mundo que estão para vir, a sua materialização no dia-a-dia leva a que sejamos um vector da mudança. Eu confesso: Faz-me todo o sentido e quero!

E tu? O que queres?

Pablo

Pablo

cargo do autor

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