Como Superar a Autossabotagem?

Como eu gostaria de vos dar aquela receita mágica ou as “10 dicas para”, algo que funcionasse para todos e de forma infalível tendo em conta os diferentes tipos de autossabotagem, mas acredito pouco em dicas ou passos irrefutáveis na resolução de qualquer que seja o/s desafio/s da nossa vida. Quanto mais pessoas acompanho, mais compreendo que a nossa essência, propósito e história de vida são únicos – até posso considerar certas situações e contextos comparáveis e até similares, mas nunca são iguais e nem as respostas para cada uma delas.

Agora, podemos concordar que a melhor abordagem para superar a Autossabotagem é o Autoconhecimento, em que quanto mais investimos em conhecermo-nos a nós próprios, maior é a probabilidade de tomarmos consciência, lidarmos e superarmos a Autossabotagem. Para tal, necessitamos de Motivação para fazer diferente do que fizemos até aqui, em que muitas vezes a jornada de superação termina antes de começar.

O que dificulta o processo de superação da Autossabotagem começa logo com a falta de consciência do que se está a passar connosco, ou seja, ela já está presente mas nós nem nos apercebemos quão nociva e enraizada ela está. A percepção pode iniciar-se se tomarmos atenção às nossas emoções – agressividade, medo, fuga, indecisão, irritação e raiva – que andam de braço dado com Autossabotagem e que potenciam pensamentos negativos como:

“Não consigo”, “Não gosto de mim”, “Ele/Ela é melhor que eu”, “Só me apetecer esconder”, “Não tenho valor”, “Tudo me irrita”, “Apetece-me bater em algo/alguém”, “Gostava de ser como ele/ela”, “Estas coisas só me acontecem a mim”, “Não tenho sorte nenhuma”, “Sinto-me culpado pela minha família não estar bem”, “Não sei o que quero”, “Tenho medo de me magoar”, “Tenho medo de não ser capaz”. Este diálogo interno leva-nos ao final da linha que é a dimensão física, as consequências no nosso corpo são as mais visíveis e significa que a Autossabotagem está claramente presente e a fazer efeito. Deixo alguns exemplos da ligação entre problemas de saúde e emoções/pensamentos:

Ansiedade, apendicite, diarreia, cólica menstrual – Medo

Anorexia, bulimia, conjuntivite, depressão – Raiva

Alergias, problemas nos dentes – Agressividade

Vícios e diarreia– Fuga

Sinusite e comichão – Irritação

Desde que me tornei Reikiano, aprendi a compreender/reconhecer a minha saúde como um reflexo das minhas crenças e pensamentos, percebendo que o nosso corpo está sempre a comunicar connosco e se o ouvirmos, percebemos que é um autêntico guia que nos dá sinais quando insistimos num comportamento/pensamento que nos faz mal.

O Reiki é uma ótima ferramenta de (auto)conhecimento que nos permite entender e tomar consciência do que nos está a afectar nas dimensões espirituais e emocionais que vão além da mental e da física (em que a sociedade acaba por nos formatar). Podemos inclusive aplicar Reiki a nós próprios diariamente normalizando os nossos chakras e respectivas energias.

Para além do Reiki, existem outras práticas de tomada de consciência que podemos aplicar a nós próprios e sem ajuda externa como a Meditação e a Escrita, ambas ferramentas simples e poderosas. 

No entanto, a tomada de consciência de forma solitária é bem exigente e diria deficitária já que um ser humano sozinho dificilmente consegue abrir todas as “janelas” necessárias do seu interior através das práticas referidas ou outras. Após a tomada de consciência, temos os momentos seguintes da jornada – o lidar e superar a Autossabotagem – passos muito exigentes e desafiantes com contínuos altos e baixos. No processo podem surgir o(s) dilema(s) interno(s) associados ao nosso Ego, Orgulho e Falta de Confiança que podem ser as resistências seguintes para pedirmos apoio a um psicólogo, terapeuta holístico ou outro profissional que trabalhe especificamente em áreas ditas “alternativas” que potenciem o autoconhecimento tais como a Astrologia, Astrologia Kármica, Regressão Espiritual, Numerologia, Mesa Radiónica, Leitura da Aura, Constelações Familiares, Yoga, Hipnose, Musicoterapia entre outros. Noutro artigo irei explorar algumas destas ferramentas de autodesenvolvimento/conhecimento.

As terapias Convencionais (Psicologia e Hipnose) e as Alternativas, podem andar de mãos dadas e serem um excelente recurso para a nossa evolução e conhecimento, podendo até conjugar várias terapias, pois cada uma delas garante diferentes mais-valias na desconstrução do nosso Eu e naquilo que todos nós procuramos – o Equilíbrio e respectiva Estabilidade nas nossas 4 dimensões (física, mental, emocional e espiritual) para que tal se reflita nos vários papéis sociais.

No nosso processo de superação de Autossabotagem e busca pelo Equilíbrio, as terapias ajudam-nos a:

1)    Identificar Crenças, Ortodoxias e Preconceitos que nos foram passados pela nossa família (sobretudo!) e que são essencialmente intrínsecos à nossa alma que decorrem de vidas passadas – neste caso, a Regressão Espiritual é a terapia mais vezes aconselhada;

2)    Colocar os nossos pensamentos e sentimentos em perspectiva para se alterar o que nos possa estar a prender e/ou a trazer negatividade. Projectar e estimular a Gratidão de forma consistente e genuína é fundamental para a reverter o mental e o emocional.

3)    Identificar o nosso propósito, os nossos valores e motivações à parte do que a nossa família e sociedade desejariam que fossemos;

4)    Desenvolver a Auto compaixão – identificar as nossas forças, conquistas (até mesmo as mais pequenas) e a gratidão;

5)    Simplificação – colocar o dramatismo de parte, por mais dura que seja uma situação e entender o motivo pelo qual estamos a passar por isso;

6)    Definição do que a Vida é, o que representa e o que viemos cá fazer;

7)    Tomada de Consciência de Padrões Comportamentais individuais e familiares para que possamos assumir a responsabilidade por aquilo que temos feito e começarmos a fazer diferente do que fizemos até então.

Neste caminho é necessário Motivação, Paciência e Fé no processo, tomando consciência que não vai ser fácil pois vamos ouvir e sentir coisas menos agradáveis, além de que, a Mudança per si pode ser desafiante e morosa. Existirão sempre aparentes retrocessos e passos atrás que mais não são do que desafios à Evolução da nossa Existência, como se tivéssemos a ser “observados” sobre a forma como vamos lidar com o desafio à nossa frente.

Por isso, quando aparentemente passamos por desilusões na nossa vida que parecem repetições (autênticos déjà vu num cenário diferente) é porque ainda não aprendemos bem a lição e o padrão está lá e que só se vai alterar se reconhecermos que estamos perante um momento desses e reagirmos de forma diferente.

Finalmente, se escolherem ser acompanhados no vosso processo de Autoconhecimento, existem cada vez mais profissionais na área (na qual eu me incluo) e certamente pode tornar-se difícil de escolher. A minha experiência mostrou-me que naturalmente somos direcionados para aquilo que pretendemos (ou atraímos), por isso sugiro que avaliem bem porque estão à procura de terapia.

Deixo-vos o meu exemplo. No passado procurei terapia para afogar mágoas (e hoje em dia sei que também foi para vitimizar-me) e encontrei o profissional certo – quis respostas fáceis e simples e encontrei quem mas desse. Mas depois senti-me defraudado por considerar que tudo ficou na mesma ou a evolução foi curta. Recentemente, acredito que tenho tido uma evolução maior porque decidi intrinsecamente deixar de me sabotar e querer verdadeiramente crescer e melhorar alguns aspetos em mim e na minha vida. Nesse momento, encontrei terapeutas que me ajudaram a cocriar uma nova realidade e me “desmascararam” por mais duro que tenha sido no início do processo. 

Pablo

Pablo

cargo do autor

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